sexta-feira, 16 de abril de 2010

Hoje quero trazer-te para aqui. Quero poder reconfortar-te no calor que, por ti, guardo dentro de mim. Quero poder surgir mais uma vez com os olhos brilhantes de sol, sorriso grande. Quero levar-te a todo o lado comigo, todos os segundos livres serão assim. Juntos esperaremos encontrar o sonho que bate na janela todos os dias, querendo levar-nos com ele. Encontraremos aquela folha pequena que esvoaça e nos guia, sem ter medo de nos levar mais longe. Do outro lado vamos encontrar as nuvens, o incrivel luar sombrío e a trémula gota de chuva. Juntos, novamente, saltaremos de tanto em tanto, sem pisar o chão uma única vez. Continuarei a seguir os passos que deixas marcados na areia e que me guiam ao fundo do mar, sem levantar uma única dúvida. Incrível a sensação estranha que provocam esses passos; cada passo marca-me também a mim com outro passo, e não pára. Cada gota de água salgada que respiro leva-me a querer sentir outra e outra, sempre o mesmo. E quando lá chego, apetece-me sempre voltar para trás e começar tudo desde o ponto nove, para começar tudo de novo; para sentir tudo mais uma vez; para nunca parar.
 E é assim o nosso ciclo, o ciclo que viciamos com o nosso contexto; o nosso ciclo vicioso.                                                          

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