quinta-feira, 22 de abril de 2010

"Deixa-te de orgulhos, Ana, deixa-te de coisas. Porque é que não calas a cabeça e começas a reagir com o coração?"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Hoje quero trazer-te para aqui. Quero poder reconfortar-te no calor que, por ti, guardo dentro de mim. Quero poder surgir mais uma vez com os olhos brilhantes de sol, sorriso grande. Quero levar-te a todo o lado comigo, todos os segundos livres serão assim. Juntos esperaremos encontrar o sonho que bate na janela todos os dias, querendo levar-nos com ele. Encontraremos aquela folha pequena que esvoaça e nos guia, sem ter medo de nos levar mais longe. Do outro lado vamos encontrar as nuvens, o incrivel luar sombrío e a trémula gota de chuva. Juntos, novamente, saltaremos de tanto em tanto, sem pisar o chão uma única vez. Continuarei a seguir os passos que deixas marcados na areia e que me guiam ao fundo do mar, sem levantar uma única dúvida. Incrível a sensação estranha que provocam esses passos; cada passo marca-me também a mim com outro passo, e não pára. Cada gota de água salgada que respiro leva-me a querer sentir outra e outra, sempre o mesmo. E quando lá chego, apetece-me sempre voltar para trás e começar tudo desde o ponto nove, para começar tudo de novo; para sentir tudo mais uma vez; para nunca parar.
 E é assim o nosso ciclo, o ciclo que viciamos com o nosso contexto; o nosso ciclo vicioso.                                                          

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O tempo não dita o quanto amas; o tempo vinca o quanto queres amar.
Vivo a vida de forma tímida. Com medo de aproximações ao desconhecido. Sei que há muitas coisas com obscuridade que se limitam a fazer-me perder coisas claras, simples e que eu amo. Há coisas que não sei explicar, identificar ou suportar. Coisas que parecem nem fazer sentido mas que são as que me fazem mais feliz. Coisas como um beijinho teu.
Não sei se é bom viver assim. Será? Encontro-me, sempre, perdida num jardim onde todas as rosas são cor-de-rosa; onde todo o céu é azul; onde toda a relva cheira a orvalho. Sim, um dia perdi-me aqui e, das poucas vezes que tentei, nunca encontrei a saída. Deito-me na terra fresca e sinto que alguém está do meu lado, a lutar por mim, a respirar por mim (a fazer-me respirar). Corro perto do campo de girassóis e sinto o vento de alguém que corre comigo e me deixa sempre chegar em primeiro lugar. Eu perco-me nos caminhos de pedra que vejo no chão, vão todos dar ao mesmo lugar; vão todos dar ao mar. Sim, o meu jardim tem um mar, tem um campo de girassóis. Foi o jardim que tu pintaste para mim; pintaste-o de cor viva, de cor nossa. Pintaste-o para que fosse meu, para me engaiolares num lugar mais perto do teu coração. Sinto-me perdida nele, no teu coração. Talvez não tenha força o suficiente para cuidar de toda a relva do nosso jardim; eu sei que me ajudas, eu sei que és tu que repões as rosas todas as manhãs (aquelas que eu corto por estar cega). Também sei que és tu que estragas todos os caminhos de pedra, para que eu me perca mais uma vez e não consiga evitar envolver-me nos teus dias. Nunca pares. Gosto que me prendas no jardim; identifica-se contigo, com o teu coração. O nosso jardim é sempre assim, as rosas são todas cor-de-rosa. Mas as rosas são minhas desde sempre, e isso é o que importa.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A vida está repleta de noites escuras, sombras escuras, sonhos escuros. Muitas vezes, essa escuridão reflecte-se também nos meus olhos. Por vezes também a noto em ti… Noto que ninguém sabe realmente juntar todas as peças cor-de-rosa que tem e fazer delas a base da vida. Uma base que basta ter elementos essenciais. Ninguém, ninguém sabia até agora o que é sentir a felicidade na pele. Ninguém, ninguém conseguia sobrepor, realmente, um sorriso a uma lágrima. Ninguém, ninguém sabia encontrar quem lhe transmitisse paz. Toda a gente tem descontrolo dentro de si próprio. Ninguém arranja paz interior, sozinho. Ninguém se estabiliza pelo seu próprio pé, ninguém. Quem tenta alcançar um mundo brilhante sozinho, acaba cansado, farto de esperar, saturado de procurar. Ninguém, até agora, estava bem consigo mesmo. Ninguém, até agora, até haver um ‘nós’. Sim, tu fizeste-me encontrar a paz que eu mais queria. A paz que eu não encontrava sozinha, aquela que ninguém encontra sozinho! Estabilizaste a minha vida, o meu estado de espírito. Puseste o meu mundo a brilhar, puseste mesmo. No fundo, encontrei o meu único elemento essencial.
Muito orgulho dos teus actos e um 'para sempre' com as palavras muito bem escritas. Representas-me, no ar, o que não é possível passar para o papel e sabes que usas palavras intocáveis, às quais não dá para fugir. Agarras valores que te dou e que mereces, agarras o que te digo, o que te escrevo e usas para veres em mim o que não viste noutra pessoa. És a pessoa mais sensata e verdadeira que conheço. Não escondes o que pensas e apercebes-te do que temes pensar. Sabes guardar comigo os teus maiores medos e contas-me as tuas mais sinceras perspectivas. Com um olhar entendes a felicidade que por vezes escondo, mas sorris e sabes trazê-la de volta. A mim mostras-me o que pretendes e o valor que dás a pequenos pormenores que encontras e os sonhos que vives sozinho no teu mundo. Encontro sempre em ti o que mais ninguém procura. Descubro, a cada segundo, um ponto mais fascinante que marca a força que me dás, a força que és! Não és mesmo nada superficial e são poucos os que te sabem como a verdade te tem.